Tantas vezes eu te imaginei. Na lua, na rua, na sua janela Janela dos sonhos que criei. Na rua da minha espera. Na lua que te amei.
Quantas vezes eu te chamei. Ameacei a te encontrar por ai. Como um pássaro eu voei. Voei até o beija-flor do Havaí. Quem contou que eu te sonhei.
Tantas vezes quis te provocar. Meus desejos eu tentei te passar. Dei-te meus beijos inteiros e o mar. Mas sobrevoei seus pensamentos. Observei teu olhar pelo vento.
Quantas vezes fui um verso. Palavras ditas em entrelinhas. Prosa escritas pelo inverso. Pedaços de linhas mal escritas. Meu avesso ideológico.
Tantas e tantas são essas vezes. Que te entranhei nas minhas entranhas. Que violei teus pensamentos secretos. Que te rimei em versos com meu sorriso. Tantas são! As vezes que tentei te conquistar.
A casa abriga sonhadores e um pintor A alma as cores dos girassóis ao sol. Na curva da estrada há um encontro. Vidas contínuas vinda em sua direção.
Vilarejos surreais! Amores e o aprendiz. Sorrisos furtivos em um jardim repleto. Flores! Bastantes flores de tons amarelos. Detalhes sutis! Magias secretas.
Em cada estação há um trem partindo. Que vai a uma direção oposta a mim. Olhos à espreita a espera de alguém. Eterna primavera! Estação suposta.
Existe uma canção no ar. Fontes luminosas encantam o verão. As águas que descem as montanhas. Fazem qualquer percurso pelo chão.
Os pássaros voam! Flores nascem. Tudo se enche de cores e mistérios. Romances em evidências se fazem. É o entardecer de um dia secreto.
E o sonho se desfaz ao chegar à madrugada. A realidade se mistura! O dia continua. Pessoas retornam seus afazeres comuns. Na certeza da noite que vem...